FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EXPOSIÇÃO “O VÉU DO REAL”

convite-formação

Aconteceu nos dias 05 e 06 de julho de 2017 a formação de professores da exposição “O véu do real” da artista Re Henri. A ação educativa  contou com a presença da arte-educadora Carla Borba, que apresentou o material educativo da exposição e realizou propostas educativas com os professores. A artista Re Henri também marcou presença na formação e falou sobre seu processo criativo, além de conversar com os participantes e tirar dúvidas.

“O véu do real”

Durante sete meses de pesquisa, a artista adquiriu uma série de objetos em mercados de
pulga, ferros-velhos e feiras de antiguidades. Com base nesses achados, construiu objetos
híbridos compostos por espelhos, lupas, pinças, acrílicos e fotografias antigas. Uma vez que as fotografias costumam ser abandonadas quando a impermanência do objeto fotografado entra em conflito com a permanência da imagem fotografada. Refletindo sobre a materialidade da imagem e também sobre as camadas de realidade impregnadas em registros fotográficos, a artista propõe uma instalação que se conforma como um grande laboratório de pesquisa sobre o real.

“O véu do real”
exposição de Re Henri

Galeria Homero Massena
abertura: 11 de julho às 19:00;
de 12 de julho a 07 de outubro de 2017

segunda a sexta de 9:00 às 18:00; sábados de 13:00 às 17:00

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

 

Anúncios

“O véu do real” exposição de Re Henri

cartaz_renata-henriques_42x297cm_CMYK_cut

O véu do real

O retrato tem ocupado uma importância central na prática artística de Re Henri. É atualmente ao redor dele que pesquisa e cria seus trabalhos, objetos tridimensionais que constrói a partir de materiais encontrados e modificados. Lidando com assuntos do campo psicanalítico como imaginário, inconsciente e enigma da morte, a artista explora o fascínio por fotografias antigas.

Em seu mergulho para a criação desta exposição a artista revisitaria, além de álbuns pessoais, o acervo de retratos anônimos que colecionou ao longo dos anos. O encontro com a figura do desconhecido, em vez de suscitar a busca pelo fantasma e as histórias por detrás da imagem, levaria a artista a se questionar sobre o abandono desses registros encontrados em feiras de antiguidades, mercados de pulga e outros. O desapego pelo documento seria uma tentativa de esquecer o objeto fotografado?

A perda dolorosa do pai a colocaria frente a essa questão. A arte seria uma maneira de salvar os resquícios de memória que permanecem vivos. Assim, partindo de uma concepção do psicanalista Jacques Lacan sobre o real, a artista se lançaria à investigação sobre o instante esvanecido: é ele o fragmento do que jamais poderemos apreender por completo.

Refletindo sobre a materialidade da imagem e também sobre as camadas de realidade impregnadas em registros fotográficos, a artista propõe uma instalação que se conforma como um grande laboratório de pesquisa. Nela, objetos comuns ao ambiente científico se fundem a aparatos ópticos como lentes, lupas e espelhos. Os experimentos, divididos em núcleos de observação, parecem perturbar o que está gravado no papel: seriam esses mecanismos capazes de acessar o real?

Clara Sampaio

 

Serviço:

“O véu do real”
exposição de Re Henri

Galeria Homero Massena
abertura: 11 de julho às 19:00;
de 12 de julho a 07 de outubro de 2017

segunda a sexta de 9:00 às 18:00; sábados de 13:00 às 17:00