“A Memória e o Futuro da Arte Contemporânea no Espírito Santo”

Aconteceu na última quarta-feira (03) na Galeria Homero Massena, a mesa redonda “A Memória e o Futuro da Arte Contemporânea no Espírito Santo”. No encontro, os artistas e pesquisadores Bernadete Rubim e Thiago Arruda, abordaram a importância da atuação da Galeria no cenário contemporâneo, inclusive em revelar novos nomes das Artes Visuais no Estado. O evento que dá continuidade às comemorações dos 40 anos da Galeria, também contou com a presença do Subsecretário de Estado da Cultura, José Roberto Santos Neves. Na ocasião, também foi debatido o texto (abaixo) de Nenna Ferreira, que saiu no Caderno Pensar no dia 29 de abril de 2017.

gHM – LEMBRANÇAS AO FUTURO
por Nenna Ferreira

Impressiona a longevidade da gHM-Galeria Homero Massena, primeiro espaço
estruturado especificamente para abrigar exposições de arte no ES. Essa longevidade é
ainda mais significativa, por estar inserida em um ambiente cultural reconhecidamente
precário. São quarenta anos… E nesse momento de sua trajetória, creio ser
interessante imaginar – em exercício de proposição conceitual – um destino possível.

Desde os primeiros rascunhos de sua criação, tentei influenciar para que o projeto
assumisse um compromisso exclusivamente contemporâneo – ou de “vanguarda”
como se dizia na época. Não foi o que aconteceu. Na inauguração (sintomaticamente
incluída em comemorações ligadas ao golpe militar de 1964!…) e durante os primeiros
anos, optou-se por misturar todas as possibilidades, desde que predominasse um
academicismo lesado, temperado com pitadas de modernismo defasado.

Mesmo assim, com o passar do tempo, o espaço começou a abrigar exposições menos
provincianas, permitindo o surgimento de novos talentos e apresentando artistas
interessados em processos mais inovadores e em alguns casos, contrário ao sistema
dominante. Recusei-me a participar de eventos na galeria até 1979, quando montei a
instalação “Taru”, utilizando pela primeira vez a tecnologia de vídeo e ao mesmo
tempo destacando em vermelho na parede branca, a palavra do futuro imediato:
ANISTIA. Essa é uma característica que permeou a trajetória da galeria: o contraste
entre a ruptura e o conservadorismo.

Essa vontade “contemporânea”, mesmo que não generalizada, está presente na
história da galeria, assim como o espaço da galeria está presente na trajetória de todos
os artistas locais que se aventuraram no desenvolvimento de novos conceitos,
produzindo exposições que dialogaram efetivamente com a invenção formal e que
aproveitaram com inteligência o espaço disponível. Em doses significativas ou residuais
– dependendo da direção da galeria – tivemos uma aproximação constante com
linguagens e conceitos atualizados. À partir do início do século atual, se beneficiando
principalmente da circulação de informações que os novos meios – principalmente
internet – trouxeram para a compreensão e interação com a arte produzida nos
grandes centros nacionais e internacionais, a galeria passou a ser referência em
contemporaneidade no estado.

A memória me permite, certamente com omissões importantes, alguns exemplos
ilustrativos: a exposição de gravuras e esculturas de Frans Krajcberg em 1978, a mostra
do então jovem Paulo Herkenhoff em 1980, a coletiva “Pinturas e o que Pintar” que
montei em parceria com o grupo Balão Mágico da Ufes em 1985, a individual de Eliza
Queiroz “Wonderbra” em 2003, a intervenção radical do Coletivo Maruípe em 2004, a
mostra “Projéteis” de Marcelo Gandini em 2009, o apoio da galeria aos projetos
performáticos de Marcus Vinícius e tantas outros eventos, que tornariam essa listagem
longa… Sem esquecer os meus momentos, pois transformei em ritual íntimo a
realização de uma individual a cada década: a já citada “Taru” nos anos 70, “Noturnos”
nos 80, “Vydeo” nos 90. Neste século, além de “Brasil”, em 2005, me despedi do
espaço com a instalação “Tempo” extensão da mostra “Meditações Extravagantes”,
apresentada no MAES em 2012. São lembranças indeléveis.

Lembranças que reafirmam uma trajetória contínua de flerte com uma arte repleta de
energia criativa. O que me leva a desejar que o cinquentenário da gHM, em 2027, seja
comemorado com a confirmação da utopia desejada durante o processo de sua
criação e alimentada subversivamente durante todos esses anos: um laboratório de
riscos capaz de evidenciar a capacidade criativa dos novos talentos que continuam a
surgir na arte produzida no Espírito Santo. A arte como “cosa mentale”.

[*] Um olhar, em formato de crônica, sobre o passado e importância da gHM já escrevi 
– aqui mesmo no Pensar – durante as comemorações de 35 anos da galeria. O texto 
está disponível no acervo online de A GAZETA. Outro texto sobre o mesmo tema, com 
pesquisa documental importante é a dissertação de mestrado de Bernadette Rubim, 
disponível no endereço: 
http://portais4.ufes.br/posgrad/teses/tese_3949_monografia%20Completa.pdf

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“Daqui começo o mundo: fotografias, vídeos e livros de Gui Castor”

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Fotografia que faz parte do vídeo “Homem no espaço” de Gui Castor.

 

A exposição “Daqui começo o mundo” reúne na Galeria Homero Massena em Vitória – ES trabalhos em fotografia, livros de artista e vídeos do artista capixaba Gui Castor. A exposição estabelece um diálogo com a exposição “Moderna Para sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú”, em cartaz no Palácio Anchieta e que traz à capital do Espírito Santo um dos mais importantes e significativos conjuntos dos primórdios da fotografia artística no país.

Como parte integrante desta programação dedicada aos temas da fotografia no campo da arte, a Galeria Homero Massena recebe o trabalho fotográfico e em vídeo do artista capixaba Gui Castor. Assim, buscou-se construir na programação uma referência histórica e consolidada no campo da fotografia ao mesmo tempo em que um jovem artista elabora trabalhos que pode ser interpretados como respostas contemporâneas a questões semelhantes às desenvolvidas pelos grandes fotógrafos brasileiros dos anos 1940 a 1970 apresentados pela mostra do Instituto Itaú Cultural. Assim, as duas exposições apresentam complementaridade em suas abordagens. O visitante que vai ao Palácio Anchieta e tem contato com uma produção das mais importantes do Brasil poderá também ter um contato intenso com a produção atual, a partir do olhar de um jovem artista de sua cidade.

“Daqui começo o mundo”, título que se inspira numa pintura de Cícero Dias é uma afirmação de auto estima e antropofágica. Na pintura de Cícero Dias há uma valorização do local para a interpretação do mundo. O artista escreve em sua tela, uma das jóias do modernismo pernambucano e brasileiro, que “Eu vi o mundo, ele começava no Recife”. Esta é uma frase que faz com que a herança européia e as referências dominantes da arte sejam metabolizadas e reinterpretadas segundo um sotaque local.

Nesse sentido, há um trânsito que incorpora aspectos da alteridade ao mesmo tempo em que constrói a própria identidade, um contato com o outro mas com constante referências ao local. Segundo o curador da mostra, o mineiro Júlio Martins, “Gui Castor é um artista que possui muitas obras em solo estrangeiro, mas ele estabelece contatos e firma seu local de fala a partir de um sotaque próprio, um sotaque capixaba.”

As várias linguagens presentes na mostra contribuem com a politização do discurso do modernismo brasileiro que hoje, na contemporaneidade, é matéria para o trabalho de muitos artistas, que pesquisam, problematizam e desdobram as heranças da estética moderna. Novamente segundo Martins, “a produção de Gui Castor é interessante pois traça uma voz que foi esquecida pelo discurso dominante da modernidade e que ressurge na modernidade como problematizarão.

Por exemplo, foram construídas, sob a mesma lógica moderna, cidades para abrigar e excluir os leprosos do convívio social, e o Gui Castor passou dois anos investigando como esta cidade hoje, no interior do Espírito Santo, bastante à margem portanto, lida com os dilemas de a consciência em relação à doença ter se modificado enquanto que o preconceito não.”

De certa maneira a leitura do modernismo é muito formal, somente interessado nas formas, nos jogos de percepção, deixando de lado o contexto social e político. Os trabalhos de Gui Castor lidam com a herança moderna mas realizam uma contra leitura, uma leitura crítica e atual dos temas. É um convite aos contrapontos.

A exposição tem título inspirado numa pintura do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A obra “ Eu vi o mundo, ele começava no Recife” é uma afirmação muito forte e no melhor espírito da antropofagia brasileira.  Desenha a possibilidade de se apropriar de diversas influências de vários lugares, como a dita alta  cultura européia, numa mistura própria. Para o curador, “a antropofagia constitui uma das matrizes mais poderosas da formação da nossa cultura brasileira. O sentido da frase que batiza a exposição “Daqui começo o mundo” diz respeito a esta habilidade em receber a cultura que vem de fora e devolvê-la em novos contornos, aqueles que me interessam. É algo muito poderoso e de extrema alto estima, algo que precisamos recuperar na contemporaneidade”.

Outro aspecto a se destacar é a postura do artista Gui Castor como antropólogo do contemporâneo. O artista participa de um tendência das artes atuais em buscar o convívio e o diálogo com o outro, de construir relações, encontros, tal como o approach de um antropólogo, que chega em uma tribo sem informações prévias e busca conhecer e evidenciar os fatos que vivencia se relacionando diretamente com seu objeto de estudo.

O curador Martins relembra uma frase de Cildo Meireles que fala que “o artista, tal como o garimpeiro, vive de procurar o que nunca perdeu.” Assim, nessa postura de “artista como etnólogo”, como conceituou o crítico de arte Hal Foster, Gui Castor procura em seus trabalhos estabelecer encontros e relações com o outro. O artista define sua postura assim: “Exercito um olhar aberto que recolhe nos encontros rápidos e anônimos, a busca do contato com o outro”.

Serviço:

Daqui começo o mundo: fotografias, videos e livros de Gui Castor

Curadoria Júlio Martins

Galeria Homero Massena
Abertura 25 abril às 19:00
de 26 de abril a 24 de junho de 2017

Dia 17 de maio: lançamento do livro Colônia com bate papo entre Gui Castor e Júlio Martins.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EXPOSIÇÃO “ACERVO DE AFETOS”

Ocorreu entre os dias 22 e 24 de fevereiro de 2017 a ação educativa denominada formação de professores.  Essa capacitação permitiu aos professores conhecer melhor a exposição “Acervo de Afetos”, suas influências e conceitos, além de discussões de cunho educativo. A exposição “Acervo de Afetos” trabalha a interdisciplinaridade uma vez que ela flui entre a arte educação, língua portuguesa, geografia e educação física.

O professor pode abordar a temática naif tanto quanto pode levar seus alunos a pesquisarem sobre as brincadeiras de crianças abordadas na exposição, como: brincadeira de roda, pipas, piões, amarelinha, peteca, bola, dentre outra que na atualidade estão sendo esquecidas e substituídas pela tecnologia.

A atmosfera lúdica da exposição “Acervo de Afetos” buscou inspiração na infância, nas memórias e brincadeiras de criança. Os elementos interativos criam um ambiente divertido e nostálgico com teor didático que faz os visitantes imergir na arte naif capixaba e no imaginário infantil. O intuito é que o público, especialmente as crianças, esteja livre para explorar o espaço, interagir com as obras e estimulá-los desde pequenos na busca por conhecimento em artes.

“Acervo de Afetos”

De 02 de fevereiro a 15 de abril de 2017
Segunda a sexta: 09 às 18 horas;
Sábado: 13 às 18 horas.

Rua Pedro Palácios, 99, Centro, Vitória – ES

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“ACERVO DE AFETOS”

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A Galeria Homero Massena completa 40 anos de promoção da Arte no Espírito Santo. Criada em 1977, ela foi o primeiro equipamento de cultura do governo do Estado e grande parte dos artistas capixabas passaram por esse espaço fazendo parte de sua história.

Embora o foco da Galeria seja a produção contemporânea, ela segue para o futuro sem deixar de valorizar o seu passado, seu acervo é testemunha das quatro décadas de atuação no cenário artístico capixaba. A cada ano a Galeria tem se consolidado com o lançamento de novos artistas, fruto dos editais de seleção de portfólios para artistas que nunca fizeram uma exposição individual. Em seu programa inclui além das exposições do edital do Funcultura, mostras do acervo, ações educativas desenvolvidas em cada exposição, visitas mediadas e encontros com os artistas.

O ano de 2017 será de comemoração pelos 40 anos e a Galeria começa o ano comemorativo com uma nova abordagem sobre seu acervo. Pela primeira vez no Espírito Santo um espaço faz uma curadoria pensada na infância e convida a criança a mergulhar no universo da arte de forma interativa e lúdica. Trazer a criança para o museu é uma forma de mostrar que a arte deve fazer parte de seu cotidiano e de seu imaginário.

A Galeria Homero Massena tem a missão de se afirmar, cada vez mais, como um local de produção de conhecimento onde a formação de novos públicos parta de ações que consigam transpor o espaço expositivo e faça parte de uma consciência de cidadania.

Muitos museus mundo a fora tem apostado nessa iniciativa, tanto na Europa como nos Estados Unidos existem grandes museus dedicados a criança, e eles fazem parte de sua construção lúdica e de seu processo educacional. O Museu da Criança do Brooklyn ou Brooklyn Children’s Museum foi o primeiro museu dedicado às crianças do mundo, Fundado em 1899, em um das áreas mais tradicionais da cidade de Nova York. Todas as exposições tem cunho educativo e ensinam as crianças sobre as culturas do mundo, a história, a ciência e a natureza. No Brasil há uma iniciativa mais singela, e nem por isso menos importante, em Salvador – BA, há um espaço no bairro Patamares onde as crianças têm acesso à arte e a cultura local. Em 2016 o MASP  organizou  do seu acervo a mostra “Histórias da infância” que reuniu diversas representações da infância de diferentes períodos, territórios e escolas da arte. Incluindo a arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, bem como desenhos feitos por crianças.

A exposição “Acervo de Afetos” vai buscar na arte naif as representações mais ingênuas para compor seu repertório e construir um primeiro diálogo com a criança através de desenhos, cores e formas dos artistas: Ângela Gomes, Elpídio Malaquias, Nice, Natal e Rômulo Cardozo.

A mostra possibilita ao público ver ou rever importantes peças do acervo a partir de uma nova perspectiva, a expografia foi pensada para o olhar da criança, os quadros serão expostos mais baixos que o habitual e algumas obras receberão um tratamento especial como peças lúdicas para maior interação com o público.

A arte naif como mote da exposição foi uma escolha natural, uma vez que as obras dos artistas, chamados de primitivistas, ingênuos ou instintivos, se identificam instantaneamente, ou intuitivamente, com a infância. O termo naif – ingênuo – se caracteriza pela não utilização das formas convencionais de composição ou do uso científico da perspectiva. A representação onírica do mundo em uma visão idealizada da natureza sem preocupação com a representação realista do mundo é o que aproxima esses artistas da primeira infância e o que nos motiva a realizar a exposição “Acervo de afetos”.

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Galeria Homero Massena
Exposição: Acervo de afetos
Curadoria: Kyria Oliveira
Educativo: Renato Saudino

Abertura: 01 de fevereiro às 19h

De 02 de fevereiro a 15 de abril de 2017
Segunda a sexta: 09 às 18 horas;
Sábado: 13 às 18 horas.

Rua Pedro Palácios, 99, Centro, Vitória – ES

VÍDEO EM LIBRAS DA EXPOSIÇÃO FERMENTO

O coletivo Opiniães, responsável pela ação educativa da exposição “Fermento: do ar ao seu redor” da artista Joana Quiroga, acaba de divulgar o vídeo em Libras de apresentação da exposição. O vídeo foi concebido em parceria com o Projeto de Extensão em Libras/UFES e foi editado de forma mais adequada para pessoas com deficiência auditiva. As legendas, a tradução e a gravação contam com estratégias de aprimoramento para que o vídeo possa ser visto por diferentes públicos sem afetar as características inerentes da linguagem em Libras.

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ENCONTRO FERMENTO: DO AR AO SEU REDOR

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Desde o último mês de setembro, a exposição “Fermento: do Ar ao Seu Redor”, de Joana Quiroga, está aberta ao público na Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória. Como desdobramento desse trabalho, na próxima quarta-feira (23), a partir das 18h30, será realizado o “Encontro Fermento: do ar ao seu redor”. Essa atividade contará com a presença de pessoas que foram parceiras da artista durante o seu processo criativo e também será um evento para lançamento do livro “Ar” que compõe da exposição. A entrada é franca.

Para a ocasião, estão confirmadas a participação da professora do Núcleo de Biotecnologia Ufes, Patrícia Fernandes; do diretor do Banco Comunitário Verde Vida, João Manoel dos Santos; da presidente do Centro de Artesanato da Lagoa do Juara, Francina de Oliveira; e do professor do Centro De Artes UFES, Carlos Eduardo Borges, que foi orientador de Joana Quiroga no projeto que resultou na exposição.

Esses convidados irão dividir seus pensamentos e experiências a partir da pergunta: “o que os olhos não veem?”. Com essa provocação, e partir da poética no trabalho exposto na Galeria, a artista propõe uma reflexão sobre a nossa relação com o que nos alimenta, com o tempo e com as interações com o que há ao nosso redor. “Trata-se de estimular a nossa capacidade de observação para que um mundo infinito, diverso, extraordinário, e invisível para um olhar distante e sem profundidade, possa surgir”, explica Joana.

Sobre a exposição

Para a realização de “Fermento: do ar ao seu redor”, Joana Quiroga cultivou fermentos naturais para pão em diferentes lugares da Grande Vitória enquanto uma narrativa para pensar sobre o mundo de coisas miúdas que nos cerca. Nesse trabalho, a criação dos fermentos, feitos apenas de água e trigo, é um convite para pensarmos sobre os afetos miúdos e corriqueiros, para os quais damos pouca atenção, mas que nos constituem. Essa proposta artística diz sobre a capacidade de tornar visível a singularidade daquilo que não podemos ver. Aqui, a fermentação é uma metáfora sobre a possibilidade de geração de algo extraordinário a partir de elementos simples.

Quem visita a exposição tem acesso a registros em fotos, áudio e vídeo, e outros documentos que dizem sobre essa imersão da artista e explicitam a originalidade e autenticidade de três colônias de fermento cujas matrizes foram capturadas em diferentes lugares da Grande Vitória: em Ataíde, Vila Velha, o fermento foi criado em uma vivência coletiva junto ao Banco Comunitário Verde Vida; na Lagoa do Juara – Jacaraípe/ES, Serra, está sob os cuidados da Associação de Artesãos local; já o terceiro, foi feito na casa da própria artista no Centro de Vitória.

A exposição “Fermento: do ar ao seu redor” foi um dos projetos contemplados pelo Edital nº 15/2015 do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo e com o apoio do Projeto de Extensão “Fermento: arte e ciência” do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Ufes.

Sobre os convidados do Encontro

– Patricia Machado Bueno Fernandes: professora do Núcleo de Biotecnologia da Ufes, coordena pesquisas nas áreas de Biotecnologia, Bioquímica e Biologia Molecular.
– Carlos Eduardo Borges: professor do Departamento de Artes da Ufes e artista visual.
– João Manoel Ribeiro dos Santos, ou seu Joãozinho: fundador e líder do Instituto Verde Vida, em Ataíde, Vila Velha, que tem como principais projetos o Banco Comunitário Verde Vida e o Sabão Verde Vida.
– Francina Coelho de Oliveira: artesã e coordenadora do Centro de Artesanato da Lagoa do Juara, em Jacaraípe, Serra.

SERVIÇO:

“Encontro Fermento: do ar ao seu redor” e lançamento do livro “Ar”, publicação que integra a exposição “Fermento: Do Ar ao Seu Redor”, de Joana Quiroga
Dia 23 de novembro de 2016, às 18h30
Local: Galeria Homero Massena – Rua Pedro Palácios, 99 – Cidade Alta, Vitória – ES
Entrada Franca!

MATERIAL EDUCATIVO DA EXPOSIÇÃO “FERMENTO: DO AR AO SEU REDOR”

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Frame de um vídeo gravado durante a preparação do fermento. Fonte: Joana Quiroga.

Está disponível para download o material educativo e a cartilha da exposição “Fermento: do ar ao seu redor”. A proposta educacional busca provocar a percepção dos alunos e fazer-los pensar a arte de forma expandida, seja dentro de sala de aula ou em seu cotidiano. Já a cartilha dá orientações sobre o cultivo de fermento natural e receita básica de pão.

“O material educativo A Percepção Provocada reflete práticas que apresentam outras  possibilidades de se fazer arte. Na arte contemporânea o processo de percepção de si  mesmo, dos espaços e do outro se torna o objeto de criação.

A artista Joana Quiroga compartilha com o público suas percepções e experiências vivenciadas em três bairros da Grande Vitória apresentadas na exposição Fermento: do ar ao seu redor. Em sintonia com as questões presentes na exposição, o material educativo proporciona ao aluno a possibilidade de reconhecer o seu próprio cotidiano, a ser partilhado com o outro através de diferentes linguagens da arte como oralidade/discurso, fotografia, escrita, vídeo, desenho, performance, etc.”

DOWNLOAD:

Do ar o pão

Material Educativo

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